Em 1932, o governo australiano enviou soldados armados com metralhadoras Lewis para conter emus que avançavam sobre plantações no oeste do país. A operação, que ficou conhecida posteriormente como Guerra dos Emus, não conseguiu controlar rapidamente as aves.
Após a época reprodutiva, os emus se deslocavam em grandes grupos à procura de água e alimento. As áreas agrícolas ofereciam trigo e pontos de abastecimento. Ao atravessar cercas, as aves danificavam as lavouras e facilitavam a entrada de outros animais.
A situação também atingia agricultores que eram veteranos assentados depois da Primeira Guerra Mundial. Com preços baixos e colheitas difíceis, eles pressionaram o governo por ajuda, transformando o problema com a fauna em uma questão política.
Metralhadoras contra alvos móveis
A equipe militar era comandada pelo major G. P. W. Meredith. A expectativa dos agricultores era que o poder de fogo reduzisse rapidamente a quantidade de aves, mas chuva e deslocamentos dos bandos atrapalharam a campanha.
Quando os disparos começaram, os emus se dividiram em grupos menores e mantiveram distância. A dispersão, a velocidade e a capacidade de explorar o terreno dificultaram a ação dos operadores. As armas também podiam emperrar, enquanto os tiros a longa distância consumiam munição sem atingir os alvos com facilidade.
Uma tentativa de montar a metralhadora em um caminhão enfrentou outro problema: o terreno irregular impedia estabilidade suficiente para mirar. A campanha matou aves, mas não produziu o controle rápido esperado.
A ideia de que os emus venceram uma guerra surgiu como uma piada posterior. Não houve declaração de guerra nem derrota militar no sentido convencional. O episódio foi uma operação de manejo com resultado limitado, e os relatórios apresentam variações sobre a quantidade de emus mortos.
Depois da campanha, o governo retomou programas de recompensa. Com o tempo, cercas mais eficientes passaram a fazer parte da resposta ao avanço dos animais sobre as plantações.







