Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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TRE-AM desaprova contas de campanha de Alberto Neto e Maria do Carmo

Decisão determina devolução de R$ 768.700,00 ao Tesouro Nacional; defesa informou que vai recorrer dentro do prazo legal.

Justiça Eleitoral reprova contas do Capitão Alberto Neto e Maria do Carmo e aponta uso irregular de recursos públicos nas eleições de 2024

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) desaprovou as contas da campanha da coligação Ordem e Progresso, formada pelo então candidato a prefeito de Manaus Capitão Alberto Neto (PL) e pela vice Professora Maria do Carmo Seffair, do Novo na época. A decisão é assinada pelo juiz eleitoral Leoney Figliuolo e determina a devolução de R$ 768.700,00 ao Tesouro Nacional.

A sentença aponta uso indevido de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário (FP). Entre as principais falhas identificadas estão despesas com contratação de pessoal sem documentação considerada suficiente pela Justiça Eleitoral.

Foram encontrados mais de 3,7 mil registros de pagamentos a fiscais de campanha feitos por PIX, com total de cerca de R$ 763 mil. A prestação de contas não apresentou contratos de prestação de serviço nem relatórios que comprovassem a realização das atividades. Para o tribunal, os comprovantes de transferência bancária, isoladamente, não validam esse tipo de gasto.

Outras inconsistências

A decisão também registra pagamentos acima dos valores previstos em contrato e despesas sem documentação comprobatória. Entre os casos analisados está a locação de um veículo por valor superior ao acordado, sem justificativa formal.

Parte das despesas foi considerada regular, principalmente os repasses realizados dentro do mesmo partido. Ainda assim, o juiz concluiu que o volume e a gravidade das falhas prejudicam a transparência e a confiabilidade da prestação de contas.

A defesa sustentou que as irregularidades eram apenas formais e correspondiam a menos de 10% do total da campanha. O argumento foi rejeitado. Conforme a decisão, o valor absoluto dos gastos questionados é expressivo e impede o controle efetivo da aplicação de recursos públicos.

Além da desaprovação das contas, Alberto Neto e Maria do Carmo Seffair foram condenados solidariamente a devolver os valores aos cofres públicos, com juros e correção monetária. A decisão ainda pode ser contestada por recurso.

Defesa anuncia recurso

Em nota, a assessoria jurídica da coligação Ordem e Progresso afirmou ter recebido a decisão com surpresa e informou que apresentará o recurso cabível dentro do prazo legal. A defesa argumenta que os comprovantes das transferências via PIX, relacionados aos fiscais, devem ser analisados junto aos demais elementos apresentados no processo.

A coligação PL/Novo declarou confiança na reavaliação do caso e reiterou o compromisso com a regularidade, a transparência e a probidade na prestação de contas. Também afirmou que todos os recursos utilizados tiveram destinação comprovada e que não houve irregularidades.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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